“Overlord: O Filme de Guerra Que Deixou o Povo à Toa!”
Um Grito de Guerra ou um Balanço Existencial?
Se engana quem acha que toda guerra é feita de heróis e discursos emocionantes. “Overlord”, lançado em 1975, é menos sobre bravura e mais sobre a real, suada e suja vida de um soldado, Tom Bellows. Ele começa sua jornada no treinamento e, sem rodeios, chega ao épico Dia D em 6 de junho de 1944. Aqui, meu amigo, não tem conversa fiada.
Um Filme Que Vale Seu Peso em Ouro (ou pelo Menos em Fitas de VHS)
Entre as balas e o barulho, “Overlord” é um espetáculo visual em preto e branco que faria até o mais rabugento dos críticos soltar uma lágrima. A cinematografia de John Alcott – que andou fazendo uns serviços com um tal de Stanley Kubrick – traz uma estética que parece ter atravessado o tempo; é crua, é elegante, é tudo o que você quer e mais um pouco.
Misturando Realidade com Ficção: Uma Receita de Arrepiar!
A grande sacada do diretor Stuart Cooper é misturar cenas de ficção com imagens de arquivo do dia do desembarque. Isso mesmo, é como se você estivesse assistindo a um documentário no meio de um filme, e isso não é fácil, não. Ele usou até lentes antigas para tornar tudo tão real que você vai pensar duas vezes sobre o que está vendo. Dizem que é perturbador, mas talvez seja só a realidade batendo à porta.
Um Clamor Silencioso em Tempos de Esquecimento
Infelizmente, apesar de ter ganhado um Urso de Prata lá em Berlim, “Overlord” não conseguiu manter os holofotes acesos. E, olha, já faz quase 51 anos e ainda não vimos esse filme em um DVD ou no streaming. Cadê a justiça? A gente só quer poder ver essa preciosidade sem ter que roubar a coleção do tio no sofá!
Então, fica a dica: se você ainda não assistiu “Overlord”, tá na hora de dar um pulo nesse vendido, que é tantas vezes esquecido, mas que tem uma importância do tamanho de uma guerra! Que a gente consiga, um dia desses, colocar as mãos nessa obra-prima esquecida e dar a ela o reconhecimento que merece.